terça-feira, 13 de agosto de 2013

Ele quer voltar


Na intimidade dos amigos, o velho e tarimbado ex-metalúrgico confessa sua obsessão pelo  poder. Dilma sabe disso e o apóia, e a razão é simples – ela corre riscos e pode até perder; ele, não. Com esses concorrentes que estão na imprensa, ganharia com alguma facilidade. Não importa que seu governo tenha sido dos mais corruptos do Brasil. O eleitor brasileiro é amnésico, e de todo desinformado. Fosse Lula candidato, o PT agradeceria.

Violência

O povo está convencido que só resolve seus problemas mais graves, e são muitos, quando sai às ruas  e decide mostrar sua revolta na roleta russa, tal qual vimos principalmente em junho e julho passados. Às vezes faz bobagens como depredações, confrontos etc. ferindo o direito de greve assegurado na Constituição. A violência desfigura o Brasil, corroe nosso estilo de vida, ameaça a fisionomia de uma pátria de irmãos. A violência já envolve a cidade e o campo. A polícia, mal paga e despreparada, perde a guerra para o bandido, portador de audácia e armas importadas, contrabandeadas pelo narcotráfico.


 O problema toma uma grande dimensão política, e aí, no somatório do mata-mata, o governo fica na poeira. Não se combate violência com flores. Mas não pode o Estado fazer da violência legal o instrumento de uma violência institucionalizada, que gera outra violência, num círculo vicioso que não cessará. O combate à violência começa pela proteção da infância. Enquanto houver uma criança abandonada, no Brasil, haverá sementes de ira. A violência, em última análise, é uma busca da morte. O Brasil não é país destinado a essa procura trágica.  

Puxa-sacos


Nem precisa dizer nomes. Fica fácil identificar os jornalistas (em sua maioria, mulheres) fascinados por um elogio à Dilma, enquanto o chamado jornalismo ninja não chega para entrar em campo com suas opiniões e a liberdade de expressão de um país democrático. Dilma anda preocupada, por falta de comando dela mesma e de nenhum contato interessante com qualquer dos engravatados do seu ministério-centopéia. Chega a ter medo da Marina, concorrente que ameaça um segundo turno. Aécio, Serra e Eduardo Campos murcham a cada hora.  Tá  feia a coisa.

E o sucessor de Cid?

No Ceará parece não haver políticos relevantes, e se há,escondem-se no armário e querem é distância do abacaxi. O governador Cid Gomes (PSB), mantendo-se no posto, deixou os irmãos inelegíveis, além de não dar sinais de ter preferência por algum nome de capacidade política e administrativa. A razão parece uma só – esse nome não existe. Ciro Gomes, o condutor dos Ferreira Gomes, silenciou. A sociedade não vê com bons olhos o próprio governador, seu comportamento arredio e uma administração sem atrativos. O que se sabe é pouco. A campanha, por isso mesmo, será um prato para a oposição, recheada de acusações graves. Esperem só.