quarta-feira, 4 de setembro de 2013

MAIS MÉDICOS

  Segundo se informa, temos 700 municípios nos quais não existe sequer uma farmácia.  Esse projeto, o podem esperar, será um dos maiores fiascos no trato com a saúde do brasileiro.  E nenhum  deles, notadamente os de Cuba, podem pedir asilo às nossas embaixadas, porque serão demitidos do programa e despachados ao país de origem. Os médicos de Cuba não puderam trazer as famílias, que ficaram lá como reféns, como garantia para que todos, por aqui, se comportem bem direitinhos. 

Para complicar, a revalidação do diploma médico só será aceito se cumprir algumas exigências, como mostrar competência na área em que vão atuar e falar a língua portuguesa sem qualquer embaraço. Tudo que vem de Havana deixa pulgas na orelha, pois estamos lidando com a mais longa ditadura do planeta, São escravos de Fidel e do irmão dele, Raul, que dizem que é “bicha” declarada. Corre uma versão de que Fidel já morreu, mas a revelação está à espera de uma oportunidade “mais suave”. Até lá, nas aparições de longe, é usado um sósia calado, silencioso. O original já teria ido para as profundas.

 No todo, esse projeto do Mais Médicos tem tudo para não resolver  nada. A adaptação ao desmoralizado SUS do Brasil não pode ser levada a sério, por ser um dos piores do mundo. Aqui os doentes morrem nos corredores dos hospitais por falta de leitos e de médicos, e os planos de saúde, com uma ou duas exceções, não cumprem o que está no contrato. Os dependentes do SUS são os melhores clientes das funerárias que vivem às turras por um cadáver. Êh,  Brasil velho sem porteira!!! 

Os jornais estão cheios de anúncios de prefeituras, oferecendo até R$ 15 mil reais para o médico que aceitar se fixar por lá.Mas como? Tem casa boa pra morar, bons colégios para os filhos, cinema, computador, internet? Não aparece um único candidato. Os mais desesperados vão, porém  passam um mês ou dois, no máximo, e pedem o boné. O ministro da saúde, Alexandre Padilha, vai envelhecer pelo menos dez anos neste governo “da mulher mais influente do planeta”. Afinal, o que dá pra rir, dá pra chorar... 

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

BLOG DO HÉLIO PASSOS

Dia 24 último, não vi uma só linha sobre os 59 anos do suicídio de Getúlio Vargas (24 de agosto de 1954). E logo ele que “saiu da vida para entrar na História”, como diz na Carta-Testamento. Também ninguém falou no Jânio, quando renunciou dia 25 de agosto de 1961, pensando que o povo ia buscá-lo no aeroporto de Cumbica e torná-lo ditador. Ficou vendo moscas, mas depois seria eleito prefeito de São Paulo, naquele episódio que FHC sentou na cadeira, considerando-se eleito. Jânio ganhou e, num rasgo de suas excentricidades, detetizou a cadeira... 

Poucos sabem que o pai de Jânio, deputado Gabriel Quadros (Jânio era governador de São Paulo) foi assassinado por um açougueiro. Não havia motivo político. A razão foi a paternidade de um menino adotado pelo açougueiro e que Gabriel jurava ser filho dele. Deu no que deu. Até hoje Jânio não ganhou uma biografia definitiva. Só dizem que era um beberrão e ele mesmo disse aos jornalistas: “Bebo porque a bebida é líquida; fosse gasosa, eu engolia...”. Ah, o velho Jânio e suas frases eruditas! Era metido a filólogo. Tenho a coleção das três gramáticas que escreveu. Falava bem inglês, francês, italiano e alemão.

E o candidato?

O ex-ministro Ciro Gomes, patriarca dos Ferreira Gomes, ainda não sinalizou qualquer nome para o governo do Estado, já que o irmão, governador Cid, não renunciou e deixou toda a família inelegível. Dizem que vai para o Banco Mundial, informação até agora não confirmada. Sabe-se também que Ciro não pretende deixar o PSB e apóia a reeleição da presidente Dilma. Há boatos de que ele seria aproveitado para um cargo público expressivo, porque para um ministério ele tem uma barreira muito forte – Lula. Os dois não dançam o mesmo tango.

Inesquecíveis

Há uma farra de jogos de futebol por aí. São tantos, mas o brasileiro veste a camisa do Flamengo e segue em frente, pouco se lixando que o velho Fla (é de 1911, nascido de uma dissidência no Fluminense, que é de 1910) esteja bem ou mal. “Uma vez Flamengo / sempre Flamengo”...) diz o hino do clube, pelo qual brigam até os índios. Mas de gênios se tornou a equipe da Copa de 1970, quando ganhamos o TRI e ficamos com a taça em definitivo. Eu morava no Rio e jamais vi tanta euforia nos milhões de cariocas que pulavam como doidos. Assim em todo o Brasil. 

Meu Deus! Onde achar um Pelé, um Rivelino, Tostão, Gérson, o canhotinha de ouro, Rivelino, Jairzinho, “o furacão da Copa”, Garrincha, Carlos Alberto Torres, com aquele 4X1 em cima da Itália, um presente da bola q      ue Pelé lhe passou. Inesquecível. Não tenho o DVD da Copa de 70 e daria qualquer dinheiro por ele. Dos seis jogos, o mais difícil foi contra a Inglaterra, que perdeu de 1x0, graças a um passe genial de Tostão a Jairzinho. O técnico era Zagalo, o grande Zagalo, mas diga-se, por justiça que ele recebeu a equipe preparada por João Saldanha, que dispensa adjetivos. Vou morrer, um dia, sem jamais ver gigantes como aqueles, a partir do “gato Felix” até chegar a Pelé, o atleta do século.